A nota de candidatura serve para ordenar candidatos a um par instituição/curso. É expressa em 200 pontos e combina a classificação do secundário, as provas de ingresso e, em alguns casos, pré-requisitos de seriação.
Não existe uma média de candidatura válida para todas as universidades. Confirma primeiro o direito a concorrer e aplica depois os pesos publicados para o curso e a campanha pretendidos.
A que procedimento se aplica este cálculo?
Este guia apresenta o concurso nacional de acesso ao ensino superior público de 2026–2027, no regime geral. Concursos especiais e algumas candidaturas internacionais podem seguir procedimentos diferentes.
Ter um diploma estrangeiro não determina, por si só, a via aplicável. Pode ser necessária uma equivalência formal ou um enquadramento específico para reconhecer exames. Identifica o procedimento antes de usar a fórmula.
Identificar componentes e ponderações
O artigo 26.º do regime de acesso estabelece, entre outros, estes limites:
| Componente |
Enquadramento geral |
| Classificação do secundário |
Pelo menos 40% |
| Conjunto das provas de ingresso |
Pelo menos 45% |
| Pré-requisitos de seriação, quando previstos |
No máximo 15% |
O peso global das provas não pode ser inferior ao do secundário. As componentes têm de somar 100% e existem outras regras para a distribuição entre provas. A ficha oficial do par instituição/curso continua a ser indispensável.
Não escolhes os pesos para obter uma nota melhor. Um pré-requisito pode ser apenas eliminatório, sem pontuação de seriação: não lhe atribuas um peso que o procedimento não prevê.
Um curso hipotético usa 50% de secundário e 25% para cada prova. Todas as classificações estão em 200:
| Componente |
Nota |
Peso |
Contributo |
| Secundário |
160 |
50% |
80 |
| Primeira prova |
176 |
25% |
44 |
| Segunda prova |
184 |
25% |
46 |
| Nota de candidatura |
|
100% |
170/200 |
A fórmula é:
160 × 0,50 + 176 × 0,25 + 184 × 0,25 = 170/200
Um segundo candidato com 146 no secundário e 172 e 180 nas provas obtém 146 × 0,50 + 172 × 0,25 + 180 × 0,25 = 161/200.
A diferença é de nove pontos para o mesmo curso e os mesmos critérios. São exemplos didáticos, não ponderações anunciadas por uma instituição real. A calculadora da nota de candidatura permite reproduzir a conta com os coeficientes oficiais do teu curso.
Incluir um pré-requisito de seriação
Outro cenário usa 40% de secundário, 25% para cada prova e 10% para um pré-requisito. Os pesos somam 100%.
Com 160, 176 e 184, mais 180/200 no pré-requisito:
160 × 0,40 + 176 × 0,25 + 184 × 0,25 + 180 × 0,10 = 172/200
Não podes acrescentar esses 18 pontos diretamente aos 170 anteriores: também mudou o peso do secundário. A fórmula de 2026 impõe restrições à combinação entre pré-requisitos e número de provas. Confirma que o cenário corresponde à via oficial.
Preservar as escalas e os decimais oficiais
Os exames nacionais utilizados como provas de ingresso têm classificações na escala inteira de 0 a 200. Arredondar 124/200 para 12/20 e voltar a 120/200 faz perder quatro pontos antes da ponderação.
Para o secundário usa a classificação oficial apurada segundo as regras do teu curso. O regulamento prevê a conversão para a escala de candidatura; uma média pessoal de algumas disciplinas não a substitui.
O artigo 35.º do regulamento 2026–2027 exige cálculos intermédios sem arredondamento, seguidos de uma nota final arredondada às décimas, por excesso a partir de 0,05. Assim, 169,84 passa a 169,8 e 169,85 a 169,9. Mantém os valores originais até ao passo previsto.
Verificar o direito a concorrer antes da seriação
Uma nota de 170/200 não demonstra que a candidatura é admissível. Confirma:
- Habilitação e via de acesso permitida.
- Provas exigidas, validade e classificações mínimas.
- Eventuais pré-requisitos.
- Nota mínima de candidatura.
- Prazos e documentos.
Uma média alta não compensa uma prova obrigatória em falta ou uma condição eliminatória não cumprida. A calculadora simula a conta; não certifica a conformidade administrativa da candidatura.
Interpretar a nota do último colocado
A nota do último colocado numa edição anterior descreve uma ordenação passada. Não garante uma vaga no ano seguinte: procura, resultados e vagas podem mudar.
Compara o curso, a fase e o contingente que te dizem respeito. O IES, sucessor da DGES, e as instituições publicam as informações de candidatura. Usa os documentos da campanha pretendida, não uma ficha antiga encontrada num motor de pesquisa.
O guia da PAU espanhola distingue acesso e admissão noutro sistema. Converter 200 pontos em 14 não torna os resultados equivalentes. A Maturità italiana é outro indicador: a classificação de um exame final do secundário.
Perguntas frequentes
Duas instituições usam necessariamente os mesmos pesos? Não. São publicados por par instituição/curso; até formações semelhantes podem diferir.
Basta cumprir os mínimos de 40% e 45%? Não. Também contam as outras regras de distribuição, os mínimos e a fórmula oficial.
Um pré-requisito acrescenta sempre pontos? Não. Pode servir apenas para determinar a elegibilidade. Um contributo numérico tem de estar previsto no procedimento.
As regras de 2026–2027 aplicam-se automaticamente ao ano seguinte? Não. Confirma textos, provas aceites e fichas de curso antes de reutilizar a simulação.